Arboviroses: combate para o equilíbrio de Uma Só Saúde
As arboviroses são doenças virais transmitidas principalmente por artrópodes, animais como mosquitos e carrapatos. Doenças como a dengue, a zika, chikungunya, febre amarela e oropouche são algumas das classificadas nesse grupo, sendo as mais conhecidas e incidentes no Brasil.
O ciclo de transmissão das doenças tem início nos seres vivos que atuam como reservatórios. Humanos ou não, eles são infectados pelo vírus e incapazes de transmitir para outros organismos por conta própria. Esses indivíduos contaminados são picados pelos artrópodes, que passam a ser portadores do vírus e, consequentemente, repassá-lo para outros animais e humanos.
Nem todas as arboviroses são consideradas zoonoses. No entanto, fatores como a urbanização e expansão agrícola desenfreada, as mudanças climáticas e as lacunas na vigilância epidemiológica aproximam perigosamente animais, vetores e humanos. Por isso, doenças transmitidas pelos artrópodes são avaliadas levando em consideração o seu potencial zoonótico e grande impacto na saúde pública.
Nesse contexto, médicos-veterinários são agentes importantes para o controle, combate e vigilância das arboviroses. Reconhecidos como profissionais de saúde pública pelo Ministério da Saúde, sua atuação vai além do tratamento de animais infectados, uma vez que possui amplo conhecimento em epidemiologia, prevenção e ações de educação em saúde para a população.
Cenário estadual
Em Goiás, o ano de 2026 começou com uma queda no número de casos confirmados de arboviroses, de acordo com o Painel de Monitoramento das Arboviroses. A dengue, mais incidente entre elas, contou com 774 casos prováveis e 201 confirmados na primeira semana epidemiológica (4 a 10 de janeiro). Em 2025, foram 1535 confirmados no mesmo período.
O Aedes aegypti é o principal artrópode responsável por transmitir arboviroses no estado. Mesmo que seus hábitos sejam preferencialmente diurnos, as fêmeas desse mosquito podem se alimentar de sangue humano em qualquer oportunidade, pois graças a esse processo é possível maturar os seus ovos. O combate à espécie acontece principalmente com a eliminação de água parada. O Ministério da Saúde recomenda que cada residência, empresa ou comunidade reserve 10 minutos por semana para vistoriar sua região de convívio.
